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28 de janeiro de 2026
Psicóloga Ana Sinhor cria mentoria voltada às mulheres
A Campanha Janeiro Branco iniciou em 2014, voltado à conscientização e promoção da saúde mental.
"É muito recente a questão do Janeiro Branco, além disso, poucas pessoas sabem o que fazemos na terapia, o que é saúde mental, [...], a saúde mental é podermos saber lidar emocionalmente com os problemas, conseguirmos ter essa visão e poder dar conta, óbvio que tem problemas que são maiores e outros menores, mas o importante é como olhamos para eles", explica a psicóloga Ana Paula Sinhor Rubin.
A psicóloga destaca sobre a importância de ficar atento as individualidades.
"Quando o paciente chega na terapia, escuto a história, conversamos, entendo de qual forma e jeito essa pessoa foi criada, o que ela acredita, seus valores, para poder entender qual é a questão, porque normalmente as pessoas chegam com uma questão grandiosa, dificilmente vão por prevenção", conta.
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O método da terapia, conforme Ana, é tratar o paciente dentro das condições dele, do emocional e do que ele tem de recursos, assim, a psicóloga realmente mergulha na vida do paciente para poder ajudá-lo com as ferramentas que ele tem. Além disso, a maior dificuldade é reconhecer quando buscar ajuda profissional.
"Acabamos não nos olhando, a gente se esquece, agora vendo esse processo da maternidade, já recebi várias mães no consultório que se esqueceram, ou até em relação a depressão pós-parto, sabemos que os homens têm uma resistência de buscar ajuda, mas sempre recebi muitos homens para atendimento e fico muito feliz de ver os homens se cuidando", conta Ana.
A psicóloga salienta que esse movimento de busca por ajuda aumentou no pós-pandemia.
"O homem vem buscar atendimento na terapia de casal. E vejo uma repercussão um pouco melhor nesses últimos anos, pós-pandemia".
Com a rotina do dia a dia, segundo Ana, é difícil as pessoas tirarem um tempo para poder se olhar e mergulhar dentro de si. "A terapia dura 50 minutos na semana, e quando tiramos 50 minutos para parar e pensar no que estamos passando? Fazer sozinho é muito mais difícil, quando estamos com um problema é como se estivéssemos na beira do abismo, por isso, que leva muitas pessoas ao suicídio, porque a pessoa está na beira do abismo e o próximo passo é pular dali", comenta.
O objetivo da terapia é olhar para o paciente sem julgamento, é onde acolhe as dores e respeita as particularidades.
"Nossa função como psicóloga, na terapia, é mostrar outros caminhos e que quando estamos fora do abismo, viramos as costas, vemos que tem um caminho gigante, e várias oportunidades para seguir", complementa.
Ana destaca que criou uma mentoria voltada para as mulheres, para que elas possam se reconectar consigo mesmas.
"Como atendo casais, chega lá o relacionamento todo desestruturado, então, na terapia, eu vou olhar para a história da pessoa, pois a gente não sofre por nada, a gente tem toda uma caminhada".
Nesta quarta-feira, (28) às 20h, será realizada uma mentoria aberta para todas as mulheres, via meet, para um momento de reflexão e meditação, voltando o olhar para dentro de si. Para mais informações, acesse aqui!
Assista à entrevista completa!
Por: Maria Gabriela Ribeiro | Jornalista do Portal Conecta




























